quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Proibido é mais gostoso


E os meus dedos se perdiam nos seus cabelos volumosos, negros e macios, causando-me arrepios e vontades que nunca se manifestaram. Esse jogo de provoca-provoca, as pontas dos seus dedos pararam na minha nuca, ali onde termina o cabelo, em poucos e suaves toques minhas pernas amoleceram.
O anel de metal em nossos dedos de modelos diferentes fazia com que a historia ganhasse um tom proibido – proibido não quer dizer impossível – e particularmente tudo o que se denomina ‘proibido’ sempre me atraiu muito.
De vez em quando as carícias eram interrompidas, como se ele duelasse entre o desejo e o que não deveria ser feito. Apesar da respiração ofegante a situação toda era quase inocente, crianças cedendo ao desejo do doce proibido, éramos crianças que brincavam com fogo sem nos importarmos com as conseqüências.
Querer e não poder, mas acima de tudo QUERER. Os olhos fechavam-se e reviravam-se expressando o delírio de toques, carne com carne. Fruíamos nisso um prazer silencioso e longo. Para mim, era ainda mais excitante, havia ali o álibi perfeito e um cenário que proporcionava o que tanto procurava.
Homens são de fato cachorros sedentos de sexo e para que sejam infiéis precisam que haja um elemento: uma mulher. Ainda se eu o tivesse provocado... Mas não! O fato é que fluiu e eu sem qualquer esforço cedi aos carinhos proibidos.

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