Quando eu tinha 7 anos, nutria pela minha prima (de um grau de parentesco distante) alguns meses mais nova, um tesão absurdo. Não tínhamos muito contato, quando nos encontrávamos brincávamos de “namorar”, não me lembro com exatidão, mas creio que trocávamos selinhos. Não sabíamos o porquê apenas sabíamos que era “errado” e precisávamos brincar escondido.
Com 8 anos a filha de uma colega dos meus pais, quis brincar de “namoro” comigo, ela tinha 13 ou 14 anos, também não me recordo com exatidão do que ocorreu, o que nunca saiu da minha cabeça foi o seu perfume... Nunca mais a vi.
Minha tia havia s casado, seu novo marido tinha uma filha de 12 anos, Carol, eu tinha 11anos. Ficamos amigas, apesar das notáveis diferenças, Carl nasceu para o rock, conhecia bandas que eu nunca tinha ouvido falar, enquanto eu vivia no mundo rosa da Britney Spears. Dormimos na casa da minha tia em um fim de semana, um colchão na sala, um lençol amarrado nos móveis por perto, forjando uma barraca (tenho uma obsessão estranha por barracas *-*), levamos uma garrafa com leite; eis que lá pelas tantas da noite ela me pergunta se eu tinha coragem de tomar o leite depois que ela lambesse o bica da garrafa, eu sempre muito “corajosa” respondi que sim, depois ela me pergunta se eu tinha coragem de beijar uma mulher, mais uma vez a minha resposta foi a mesma, sua próxima pergunta foi se eu tinha coragem de beijá-la, entediada de responder “sim” mostrei na atitude que eu a beijaria, da primeira hora do dia até as seis e meia da manha, trocamos beijos.
No dia seguinte, por telefone, decidimos esquecer o havia ocorrido. Nessa época, eu ainda não tinha conhecimento da homossexualidade, só sabia que não era normal e talvez até errado.
Assim que tive conhecimento do significado da palavra gay, fui dormir todos os ias repetindo para mim mesma “não sou lésbica!”.
Algum tempo passou, eu já estava com 13 anos, na 8° série, conheci uma menina no colégio, Aline, ela já tinha 15 ou 16 anos, ela me provocava, roubava selinhos, pegava nos meus seios (com meu consentimento, claro). Antes de dormir era em Aline que eu pensava a coisa mais ousada que fiz com ela foi pegar uma bala de sua boca. Uma vez, na sala de aula, fotografaram com um celular um “selinho de amizade” meu e de Aline, a foto correu o colégio todo, no turno da manha e da tarde.
O ano terminou, nunca mais tive noticias de Aline. Eu estava muito em duvida sobre minha sexualidade, foi quando completei 15 anos, percebi que eu reparava de mais nas meninas, resolvi aceitar que eu realmente gosto de mulher. Contei para uma amiga, pedi segredo, pois para mim era importante e eu ainda precisava de tempo para me aceitar de fato. Ela “comentou” com alguns amigos, não me chateie, afinal acabei passando duas aulas com uma amiga dela na antepenúltima cabine do banheiro feminino do segundo andar do colégio.
Eu ainda não me sentia “lésbica” como eu gostaria, queria chegar até o fim* com uma menina.
Por causa da família (para variar) precisei esconder não sair gritando para o mundo “Hey, sou gay!” é um pouco difícil encontrar alguém para as finalidades que pretendia, tive algumas oportunidades que achei melhor recusar.
Dei tempo ao tempo... Então conheci a G*, é, ela fez com que eu me sentisse lésbica na medida que eu queria.
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