domingo, 5 de dezembro de 2010

Machismo tolo

Os homens mudariam, caso soubessem alguns segredinhos que as mulheres escondem?
Homens são machistas tolos, e talvez isso não seja culpa deles e sim da sociedade qual habitam, algum dia alguém disse que o mundo deveria seguir de tal forma e como robôs sem personalidade os homens disseram "Sim", e tal forma de vida tem sido seguida até os dias atuais.
Homens, prestem bem atenção: As mulheres estão loucas para fazerem sexo! Elas não estão nem aí se vão dar na primeira vez, se vão ver o cara de novo. Queremos uma noite de sexo selvagem, e não precisa nem ser uma noite, assim que você terminar o serviço pode pegar seus trapinhos jogados no chão e dar o fora!
Mas vocês sabem o por que não fazemos isso? (A maioria de nós pelo menos) Porque vocês vão sair contando pra todo mundo que comeram a menina na primeira vez que sairam e sabem, por causa dessa mentalidade pequenininha que vocês cultivam para se auto-afirmarem como machos, ficariamos mal faladas.
Caso vocês, machos alfa, não andassem com a cabecinha no passado comeriam muito mais mulheres do que saem por aí dizendo que comem.
É muito dificil e chato ter que ficar tirando suas mãos assanhadas o tempo todo sendo que o que mais queremos é que vocês continuem a droga do trabalho.
É triste saber que suas cabeças não vão mudar e as mulheres que quiserem fazer sexo só porque estão com tesão, terão obrigatóriamente que aguentar as consequências, e vocês, homens, machos, fortes vão continuar comendo menos do que realmente comem, só por causa desse preconceito bobo de que 'mulher não pode'. Meus parabéns, seus idiotas.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Amores adolescentes

Ser adolescente é assim, é ser incostante, exagerado e intenso.
Quando damos para amar colocamos na cabeça que é para sempre. Quando damos a odiar... Sai de baixo. Um mix de sentimentos. Ser adolescente é como uma mulher na TPM, em apenas um dia: choramos, rimos, amamos, odiamos... E ás vezes esses sentimentos variam em questão de minutos.
Mas gostaria de falar da complexidade dos amores adolescentes. A maioria de nós, acha que vai passar o resto da vida com seu primeiro amor, e essa vontade, essa paixão é tão gostosa de sentir. É como se a unica coisa no mundo inteirinho da qual precisassemos fosse só aquela pessoa. A alegria que ESSA pessoa nos causa, a saudade tão dolorida. Ah... É tão bom. O sentimento de que o mundo vai acabar. Borboletas no estômago.
Não esquecemos nosso primeiro amor e também não esquecemos a dor do primeiro amor.
Quando termina, sentimos uma dor muito sólida, desejamos morrer, choramos litros e litros, quantas noites sem dormir, quantos dias trancafiados em casa sem vontade de sair, sem vontade de comer.
Quando alguém nos diz que vai passar, geralmente pensamos "Ela não sabe de nada, qem sofre sou eu, não ela, é muito fácil dizer que vai passar". A verdade é que passa, e ás vezes passa mais rápido do que poderiamos imaginar e já estamos prontos para outro amor, mais um amor verdadeiro e eterno. Nada que nos digam em nossa nostalgia nos fariam perceber que há nexo nesses conselhos que desprezamos, porque em nós dói, dói de verdade, e vai doer mais dez, quinze, vinte vezes, até que possamos aprender. Essa dor é nessária, é essa dor que nos faz crescer, aprender e em poucos meses olhamos para o passado e nos sentimos idiotas por termos chorado por aquela pessoa, por ter acreditado que era amor e que seria para sempre.
Ser adolescente é uma dádiva. É engraçado como tudo vira motivo para um estresse básico.
A expectativa de um amor...
Ficamos, nos apaixamos, esperamos que vire namoro, quanta ansiedade!
A espera de um telefonema, uma menssagem, um toquezinho, um sinal. A saudade!
Doce adolescencia.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

*-*

E essa felicidade com prazo de validade? Essa alegria tola, que é mais empolgação do que paixão?
Queria que durasse mais tempo, mas sei que logo se vai...
Mais uma noite que vou dormir com os olhos brilhando pelo mesmo motivo de tantas outras noites: um beijo. O beijo perfeito. *-*
Tem gente que é tão bom de abraçar...
Queria saber, porque dura tão pouco?
O coração pula, a boca não para de sorrir e na cabeça passam e repassam as lembranças de um dia perfeito.
Aquela ansiedade inócua até o dia prometido.
Não sei mais quantos dias nos serão concedidos.
A felicidade invadiu-me novamente. Aquela saudade que o ultimo beijo causa e quantos ultimos beijos são dados. Doce adolescencia *-*
Hoje, vou dormir feliz. Amanhã é outro dia.
E hoje, meus pensamentos pertencem a alguem, mas é só por hoje.
<3'

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Choices

Bati o martelo. Ecolha feita.
Deixei quem segurava minha mão quando o mundo desabava. Agora estou sozinha. Sou uma boa menina e não vou chorar, não vou deixar o mundo desabar e caso ele desabe vou me levantar sozinha e remover os escombros. Creio que isso seja bom para minha vida.
Dói. Dói sim. Mas não vai doer para sempre.
Por enquanto é como se ele estivesse ali na esquina.
Estou me livrando dos fantasmas e isso vai me fazer bem, embora não pareça no momento.
Eu sou uma garotinha forte. E hoje, as tantas vezes que meus olhos quiseram chorar eu não permiti.

domingo, 14 de novembro de 2010

W. S.

"Com o tempo você aprende começar a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança” 
W. S.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Minha lembrança mais doce...

Algumas lembranças são tão doces, quando as imagens passam e repassam pela minha mente me fazem sorrir, o sorriso mais puro que eu poderia dar e esse sorriso pertence a ele.
As tardes no lindo gramado do Jardim Botânico... E tantas outras aventuras.
Uma amizade, uma paixão inocente.
Nesses momentos percebe-se quão louca é a vida.
Eu a menina que brincava de Barbie, ele o homem.
Dá saudade. Aquela saudade que te faz ter vontade de dar um abraço tão apertado que faz o outro sufocar.
As minhas lembranças mais doces a ti pertencem.
D.♥

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O barraco do centro

Foi certeiro, como eu havia previsto, no dia seguinte ela estava lá montando guarda, me comia com os olhos, movimentava-se de um lado para o outro, como uma leoa enfurecida.
Metade do cabelo preso a outra metade bagunçada, maquiagem borrada, batom vermelho, uma blusa que não cobria a barriga a mostrava metade dos seios, uma saia curta e um chinelo, era isso que ela vestia.
Em uma mão um cigarro aceso. Ela fumava e gritava tal como uma prostituta, fazia escândalo no meio da rua, com a mão que estava livre batia no peito descontroladamente e gritava “Ele é MEU homem! Meu homem! Entendeu?”. Essa historia de mulher da vida possuir um homem sempre me intrigou. Ela era desnutrida, mas em caso de briga a sua companheira de zona sempre estava junto, essa era nutrida até de mais.
Vexada com o escândalo em publico, fingia que não era comigo, a louca na cena não era eu. As pessoas olhavam, é claro que olhavam.
Eu, moça direita, me envolvi com homem de vagabunda. E por sexo a gente faz cada coisa...
Mantive a pose, o rosto angelical de menina inocente – que de inocente não tem nem a sombra – me rendia bons frutos. Os guardas chegaram, agarraram-na pelo braço e dali para o camburão, a viatura partindo com a sirene ligada e eu ainda ouvia seus gritos, que tentavam dizer algo como “Ele é meu” e “vou acabar com a tua vida”, devia ser isso.
Barraco encerrado, curiosos se dispersando. O guarda perguntou “Quer registrar queixa moça?”, balancei a cabeça como quem diz não. Segui meu caminho, no rosto um sorriso malicioso, a mulher que roubou o homem da prostituta.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Proibido é mais gostoso


E os meus dedos se perdiam nos seus cabelos volumosos, negros e macios, causando-me arrepios e vontades que nunca se manifestaram. Esse jogo de provoca-provoca, as pontas dos seus dedos pararam na minha nuca, ali onde termina o cabelo, em poucos e suaves toques minhas pernas amoleceram.
O anel de metal em nossos dedos de modelos diferentes fazia com que a historia ganhasse um tom proibido – proibido não quer dizer impossível – e particularmente tudo o que se denomina ‘proibido’ sempre me atraiu muito.
De vez em quando as carícias eram interrompidas, como se ele duelasse entre o desejo e o que não deveria ser feito. Apesar da respiração ofegante a situação toda era quase inocente, crianças cedendo ao desejo do doce proibido, éramos crianças que brincavam com fogo sem nos importarmos com as conseqüências.
Querer e não poder, mas acima de tudo QUERER. Os olhos fechavam-se e reviravam-se expressando o delírio de toques, carne com carne. Fruíamos nisso um prazer silencioso e longo. Para mim, era ainda mais excitante, havia ali o álibi perfeito e um cenário que proporcionava o que tanto procurava.
Homens são de fato cachorros sedentos de sexo e para que sejam infiéis precisam que haja um elemento: uma mulher. Ainda se eu o tivesse provocado... Mas não! O fato é que fluiu e eu sem qualquer esforço cedi aos carinhos proibidos.

domingo, 17 de outubro de 2010

Bissexualidade.


Quando eu tinha 7 anos, nutria pela minha prima (de um grau de parentesco distante) alguns meses mais nova, um tesão absurdo. Não tínhamos muito contato, quando nos encontrávamos brincávamos de “namorar”, não me lembro com exatidão, mas creio que trocávamos selinhos. Não sabíamos o porquê apenas sabíamos que era “errado” e precisávamos brincar escondido.
Com 8 anos a filha de uma colega dos meus pais, quis brincar de “namoro” comigo, ela tinha 13 ou 14 anos, também não me recordo com exatidão do que ocorreu, o que nunca saiu da minha cabeça foi o seu perfume... Nunca mais a vi.
Minha tia havia s casado, seu novo marido tinha uma filha de 12 anos, Carol, eu tinha 11anos. Ficamos amigas, apesar das notáveis diferenças, Carl nasceu para o rock, conhecia bandas que eu nunca tinha ouvido falar, enquanto eu vivia no mundo rosa da Britney Spears. Dormimos na casa da minha tia em um fim de semana, um colchão na sala, um lençol amarrado nos móveis por perto, forjando uma barraca (tenho uma obsessão estranha por barracas *-*), levamos uma garrafa com leite; eis que lá pelas tantas da noite  ela me pergunta se eu tinha coragem de tomar o leite depois que ela lambesse o bica da garrafa, eu sempre muito “corajosa” respondi que sim, depois ela me pergunta se eu tinha coragem de beijar uma mulher, mais uma vez a minha resposta foi a mesma, sua próxima pergunta foi se eu tinha coragem de beijá-la, entediada de responder “sim” mostrei na atitude que eu a beijaria, da primeira hora do dia até as seis e meia da manha, trocamos beijos.
No dia seguinte, por telefone, decidimos esquecer o havia ocorrido. Nessa época, eu ainda não tinha conhecimento da homossexualidade, só sabia que não era normal e talvez até errado.
Assim que tive conhecimento do significado da palavra gay, fui dormir todos os ias repetindo para mim mesma “não sou lésbica!”.
Algum tempo passou, eu já estava com 13 anos, na 8° série, conheci uma menina no colégio, Aline, ela já tinha 15 ou 16 anos, ela me provocava, roubava selinhos, pegava nos meus seios (com meu consentimento, claro). Antes de dormir era em Aline que eu pensava a coisa mais ousada que fiz com ela foi pegar uma bala de sua boca. Uma vez, na sala de aula, fotografaram com um celular um “selinho de amizade” meu e de Aline, a foto correu o colégio todo, no turno da manha e da tarde.
O ano terminou, nunca mais tive noticias de Aline. Eu estava muito em duvida sobre minha sexualidade, foi quando completei 15 anos, percebi que eu reparava de mais nas meninas, resolvi aceitar que eu realmente gosto de mulher. Contei para uma amiga, pedi segredo, pois para mim era importante e eu ainda precisava de tempo para me aceitar de fato. Ela “comentou” com alguns amigos, não me chateie, afinal acabei passando duas aulas com uma amiga dela na antepenúltima cabine do banheiro feminino do segundo andar do colégio.
Eu ainda não me sentia “lésbica” como eu gostaria, queria chegar até o fim* com uma menina.
Por causa da família (para variar) precisei esconder não sair gritando para o mundo “Hey, sou gay!” é um pouco difícil encontrar alguém para as finalidades que pretendia, tive algumas oportunidades que achei melhor recusar.
Dei tempo ao tempo... Então conheci a G*, é, ela fez com que eu me sentisse lésbica na medida que eu queria.