Hello Guys!
As coisas estão indo. O embarque está tão perto, e o friozinho na barriga aumenta a cada dia.
Aquelas velhas incertezas ainda me acompanham, mas agora tenho certeza do que vou fazer, e preciso ir para saber pelo menos se vai dar certo ou errado.
A conversa com a psicóloga foi de boa, ela me instruiu de como agir, como contar e tals, vou levar meu pai lá, assim que ela tiver horario disponivel, ela me alertou de que não será possivel partir em paz, o que é triste, apesar de todos os problemas ão queria sair desse jeito.
O workshop é semana que vem, vou ter que dar um jeito de ir e também verificar os gastos dessa minha aventura, tenho a leve impressão de que sairá um pouco a mais do que planejei.
Na verdade o que me rege agora é a data do meu exame do Detran e minha aprovação no mesmo, o exame será do meio / final de Agosto, o que me impede de embarcar :( mas o lado bom é que fico de primeira para o próximo que pode ser em setembro e aí tenho tempo de fazer o reteste caso reprove (nada pessimista, mas preciso contar com tudo que possa acontecer). Assim também tenho tempo de ajeitar outras coisas aí.
Pela primeira vez, pensei nos meus familiares, e como vou sentir a falta deles e da minha mãe, isso me balançou, mas eu preciso ir. Foi como a psicóloga disse "esse não é o seu papel". Essa foi a vida que ela esolheu, não eu.
Muita informação para minha cabeça. Muitas coisas para corres atrás ainda.
Obrigada por lerem meus textos. ♥ E que dê tudo certo.
sábado, 30 de junho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
It's time
Amores, chegou a hora.
Fui aprovada na primeira, de várias etapas: a entrevista em inglês.
A partir de agora tenho que correr com todo o resto, o próximo passo é o passaporte, o exame psicológico, os dois cursos, os exames de sangue, as vacinas e bora embarcar.
Quarta-feira, conversarei com a psicóloga para descobrirmos o melhor jeito de contar ao meu pai.
Se tudo der certo, em agosto, estarei na Europa. *-*
Fui aprovada na primeira, de várias etapas: a entrevista em inglês.
A partir de agora tenho que correr com todo o resto, o próximo passo é o passaporte, o exame psicológico, os dois cursos, os exames de sangue, as vacinas e bora embarcar.
Quarta-feira, conversarei com a psicóloga para descobrirmos o melhor jeito de contar ao meu pai.
Se tudo der certo, em agosto, estarei na Europa. *-*
sexta-feira, 15 de junho de 2012
huum
Nesse momento, meus pais estão na sala, ''cochichando'', para que que eu não ouça. Estão falando sobre mim, de como sou estranha, fria e não demostro emoção alguma, também ouvi algo de como estou folgada e que minha educação precisa ser modificada. Minha mãe tentou me defender, mas como sempre foi vencida, dizendo "aham" no final da conversa.
Eles tem razão de me acharem estranha, aliás, ele (porque minha mãe não acha nada nunca), só que eu também tenho razão por ser estranha com eles (ou ele, porque minha mãe não interaje). De fato não expresso emoção quando estou em casa, mas longe daqui, eu choro grito, discuto, arranjo briga, e sou uma pessoa normal, que fique clao, da porta para fora.
Vivo na duplicidade, e foi apanhando que aprendi, quando eu era uma pessoa normal dentro e fora de casa, nunca foi um bom negócio, tentar conversar, responder, querer contar do meu dia... Uma vez levei um tapa daqueles na cara porque eu disse "Para!", simplismente. Tantas outras vezes, que eu tentava conversar, ouvia "cala a boca".
Foi então, que as melhores horas do meu dia eram aquelas em que eu ficava somente em minha companhia. Foram precisos mais alguns desses 'tapas' para que eu entedesse e fizesse o que queriam. Eu existia. Calada. Não notavam mais minha presença em casa, foi quando, meu quarto passou a ser meu mundinho; e provavelmente foi quando me tornei o que eles chamam hoje de 'esquisita'.
Demorou 9 anos para perceberem meu comportamneto diferente...
Acho graça quando meu pai reclama que não sabe nada sobre mim, e continuará sem saber.
Tenho 19 anos. E isso machuca.
Existe uma grande possibilidade de ser culpa dele minha dificuldade de cmunicação, mas não vou entrar nesse campo agora, porque certamente, todas as minhas esquizofrenias, são culpa dele.
Meu quarto continua sendo meu mundinho.
Eles tem razão de me acharem estranha, aliás, ele (porque minha mãe não acha nada nunca), só que eu também tenho razão por ser estranha com eles (ou ele, porque minha mãe não interaje). De fato não expresso emoção quando estou em casa, mas longe daqui, eu choro grito, discuto, arranjo briga, e sou uma pessoa normal, que fique clao, da porta para fora.
Vivo na duplicidade, e foi apanhando que aprendi, quando eu era uma pessoa normal dentro e fora de casa, nunca foi um bom negócio, tentar conversar, responder, querer contar do meu dia... Uma vez levei um tapa daqueles na cara porque eu disse "Para!", simplismente. Tantas outras vezes, que eu tentava conversar, ouvia "cala a boca".
Foi então, que as melhores horas do meu dia eram aquelas em que eu ficava somente em minha companhia. Foram precisos mais alguns desses 'tapas' para que eu entedesse e fizesse o que queriam. Eu existia. Calada. Não notavam mais minha presença em casa, foi quando, meu quarto passou a ser meu mundinho; e provavelmente foi quando me tornei o que eles chamam hoje de 'esquisita'.
Demorou 9 anos para perceberem meu comportamneto diferente...
Acho graça quando meu pai reclama que não sabe nada sobre mim, e continuará sem saber.
Tenho 19 anos. E isso machuca.
Existe uma grande possibilidade de ser culpa dele minha dificuldade de cmunicação, mas não vou entrar nesse campo agora, porque certamente, todas as minhas esquizofrenias, são culpa dele.
Meu quarto continua sendo meu mundinho.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
---!---
Eu sei que, existem lugares que eu nunca deveria ter ido e pessoa que jamais deveria ter conhecido.
E agora parece que falta um pedaço de novo.
Tenho a impressão, que no fundo, todo mundo é assim, mas ninguém diz. Sempre falta alguma coisa, a filosofia diz que é impossivel uma pessoa feliz e completa 100% do tempo, mas poucas pessoas reclamam disso tanto quanto eu. Chego a ficar irritada comigo "agora tô feliz. agora não tô" grrr que nojinho.
Estou precisando saciar essa sede...
E agora parece que falta um pedaço de novo.
Tenho a impressão, que no fundo, todo mundo é assim, mas ninguém diz. Sempre falta alguma coisa, a filosofia diz que é impossivel uma pessoa feliz e completa 100% do tempo, mas poucas pessoas reclamam disso tanto quanto eu. Chego a ficar irritada comigo "agora tô feliz. agora não tô" grrr que nojinho.
Estou precisando saciar essa sede...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Nem sempre dá certo
Senhores, gostaria de poder parar na primeira parte, da história que narrei, assim seria apenas engraçado e não trágico/deprimente. História da qual, sou personagem principal e culpada por existir a segunda parte.
Era sábado á noite, recebi um convite de ultima hora, para conhecer uma casa noturna, que eu já havia escutado alguns comentários poucas vezes, a ocasião era aniversário de uma conhecida. Achei que poderia ser bom e fui.
Estava muito animada, cheguei no local antes dela, a primeira impressão foi terrivel, tive vontade de sair correndo, tinha uma cortina preta que separava a pista da entrada, assim que entrei, vi um palco, com uma banda em cima, senhores, uma banda de pagode, ocando musicas que nunca ouvi na minha vida e pior, o povo cantava junto. ive vontade de sair correndo. já que ela não estava lá, eu podia, mas não fui, antes tivesse ido; começou a tocar uma musica que eu conhecia e gostava então ela chegou.
Camarote, povo chegando, bebida chegando, musica ruim tocando... Sentei num sofazinho, no fundo do camarote, ali exalava um cheiro forte de camisinha! Tive medo de engravidar só de sentar ali. Comecei a imaginar as cenas por aquele cheiro...
Para fazer um 'social' fingi estar gostando. Acredietem, o ponto alto da festa foi quando tocou o samba da globo, aquele "eu tô que tô legal, na tela da tv no meio desse povo, a gente vai se ver na globo", vocês conseguem se imaginar numa balada tocando isso?! Pois é.
Os planos eram de ir embora cedo, porque haviam coisas a se fazer no dia seguinte, mas não dependia de mim.
Comecei a beber, vodka com refri, depois red label com energético, depois acabou a mistura e comei a tomar puro.
MC Buiu tocou lá. Eu conheço as musicas do Buiu... E comecei a me divertir e beber, e passar dos meus limites.
Lembro de coisas queprecisei me controlar, como por exemplo uma vadiazinha se esfregando no meu namorado.
E continuei bebendo e para mim estava tudo legal, tudo dez, tudo ótimo.
E eu bebia...
Então me lembro de estar sentindo frio no fumódromo, e depois vomitando, vomitando em mim mesma, lembro de não consiguir lembrar, não conseguir fazer nada e lembro de ir pro hospital, lembro de estar numa cadeira de rodas, lembro de vomitar e de tomar soro na veia. Ouvi dizer que era coma alcoolico.
Cheguei em casa as 8hs da manhã. Passei não sei nem quanta horas no hospital, não sei nem para qual hospital que eu fui.
Só sei que tive que ser carregada. Senti coisas horriveis. Me senti um lixo, nojo de mim!
Nunca imaginei que eu fosse passar por isso, porque eu sempre soube me controlar.
Foram horas muito tristes.
Era sábado á noite, recebi um convite de ultima hora, para conhecer uma casa noturna, que eu já havia escutado alguns comentários poucas vezes, a ocasião era aniversário de uma conhecida. Achei que poderia ser bom e fui.
Estava muito animada, cheguei no local antes dela, a primeira impressão foi terrivel, tive vontade de sair correndo, tinha uma cortina preta que separava a pista da entrada, assim que entrei, vi um palco, com uma banda em cima, senhores, uma banda de pagode, ocando musicas que nunca ouvi na minha vida e pior, o povo cantava junto. ive vontade de sair correndo. já que ela não estava lá, eu podia, mas não fui, antes tivesse ido; começou a tocar uma musica que eu conhecia e gostava então ela chegou.
Camarote, povo chegando, bebida chegando, musica ruim tocando... Sentei num sofazinho, no fundo do camarote, ali exalava um cheiro forte de camisinha! Tive medo de engravidar só de sentar ali. Comecei a imaginar as cenas por aquele cheiro...
Para fazer um 'social' fingi estar gostando. Acredietem, o ponto alto da festa foi quando tocou o samba da globo, aquele "eu tô que tô legal, na tela da tv no meio desse povo, a gente vai se ver na globo", vocês conseguem se imaginar numa balada tocando isso?! Pois é.
Os planos eram de ir embora cedo, porque haviam coisas a se fazer no dia seguinte, mas não dependia de mim.
Comecei a beber, vodka com refri, depois red label com energético, depois acabou a mistura e comei a tomar puro.
MC Buiu tocou lá. Eu conheço as musicas do Buiu... E comecei a me divertir e beber, e passar dos meus limites.
Lembro de coisas queprecisei me controlar, como por exemplo uma vadiazinha se esfregando no meu namorado.
E continuei bebendo e para mim estava tudo legal, tudo dez, tudo ótimo.
E eu bebia...
Então me lembro de estar sentindo frio no fumódromo, e depois vomitando, vomitando em mim mesma, lembro de não consiguir lembrar, não conseguir fazer nada e lembro de ir pro hospital, lembro de estar numa cadeira de rodas, lembro de vomitar e de tomar soro na veia. Ouvi dizer que era coma alcoolico.
Cheguei em casa as 8hs da manhã. Passei não sei nem quanta horas no hospital, não sei nem para qual hospital que eu fui.
Só sei que tive que ser carregada. Senti coisas horriveis. Me senti um lixo, nojo de mim!
Nunca imaginei que eu fosse passar por isso, porque eu sempre soube me controlar.
Foram horas muito tristes.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A vida dos outros
Vou relatar dois fatos que vi/ouvi essa semana.
Estava almoçando em um restaurante, sentada em uma mesa perto de uma escada. Quando duas mulheres pararam a frente esperando um sujeito nojento que as acompanhava, como haviam pelo menos uns seis homens por per to, o 'macho-alfa' sentiu uma grande necessidade de marcar território, para fazê-lo, deu um tapa cheio na bunda da sua companheira, ela, sem graça virou-se e disse "Para!", olhando par os lados envergonhada por quem tivesse visto, uns degraus acima ele o fez novamente.
Senti um nojo tão grande desse infeliz, uma vontade de subir aquela mesma escada e retalhar, desfigurar o rosto daquele estúpido com a faca que eu cortava um peixe! Senti vergonha por aquela mulher, pena, raiva de todos os homens. Atitude porca! Desrespeitosa! Parecia um homem das cavernas, podia esperar também, que na hora de ir embora, ele aparecece puxando-a pelos cabelos. Nojo! Nojo! Nojo!
Revoltei-me contra todas as atitudees machistas por menor que elas fossem. Não admito esse tipo coisa na minha frente, e o homem que se um dia se atrever a fazer isso comigo PERDE A PORCARIA DA MÃO e vai resgatar dentro do cu!
- A outra cena, eu na verdade, escutei a história dentro do onibus. Acredito que escrevendo-a não consiga passar os setimentos da verdadeira narradora, mas eu a compreendi, e mexeu comigo imaginar.
Juliana de 17 anos, namorava Marcelo de também 17 anos. Ju, tinha uma irmã, Luana de 19 anos. Moravam com a mãe, que era enfermeira, e eram muito amigas. A mãe valoriava muito a familia e a união das filhas, como toda boa mãe desaprovava qualquer situação de desunisse as filhas ou que afetassem qualquer familia. Ju tinha Luana como uma amiga. Um belo dia, Juliana descobriu que em uma festa qualquer Luana havia ficado com Marcelo, se apaixonaram e começaram um namoro. Ju era muito apaixonada por Marcelo, além de perder o namorado, perdeu a irmã e como se não bastasse era testemunha do amor de Luana e Marcelo. As duas dividiam o mesmo quarto, Ju era obrigada a escutar as juras de amor ao telefone e tudo mais.
Aguentava tudo calada, com medo de magoar a mãe não contou nada.
Essa história me machucou. É triste perder um namorado, quando se está apixonada, e eu imagino a dor dessa menina, vendo-o com sua irmã, sem a possibilidade de afastar tudo aquilo dela.
Estava almoçando em um restaurante, sentada em uma mesa perto de uma escada. Quando duas mulheres pararam a frente esperando um sujeito nojento que as acompanhava, como haviam pelo menos uns seis homens por per to, o 'macho-alfa' sentiu uma grande necessidade de marcar território, para fazê-lo, deu um tapa cheio na bunda da sua companheira, ela, sem graça virou-se e disse "Para!", olhando par os lados envergonhada por quem tivesse visto, uns degraus acima ele o fez novamente.
Senti um nojo tão grande desse infeliz, uma vontade de subir aquela mesma escada e retalhar, desfigurar o rosto daquele estúpido com a faca que eu cortava um peixe! Senti vergonha por aquela mulher, pena, raiva de todos os homens. Atitude porca! Desrespeitosa! Parecia um homem das cavernas, podia esperar também, que na hora de ir embora, ele aparecece puxando-a pelos cabelos. Nojo! Nojo! Nojo!
Revoltei-me contra todas as atitudees machistas por menor que elas fossem. Não admito esse tipo coisa na minha frente, e o homem que se um dia se atrever a fazer isso comigo PERDE A PORCARIA DA MÃO e vai resgatar dentro do cu!
- A outra cena, eu na verdade, escutei a história dentro do onibus. Acredito que escrevendo-a não consiga passar os setimentos da verdadeira narradora, mas eu a compreendi, e mexeu comigo imaginar.
Juliana de 17 anos, namorava Marcelo de também 17 anos. Ju, tinha uma irmã, Luana de 19 anos. Moravam com a mãe, que era enfermeira, e eram muito amigas. A mãe valoriava muito a familia e a união das filhas, como toda boa mãe desaprovava qualquer situação de desunisse as filhas ou que afetassem qualquer familia. Ju tinha Luana como uma amiga. Um belo dia, Juliana descobriu que em uma festa qualquer Luana havia ficado com Marcelo, se apaixonaram e começaram um namoro. Ju era muito apaixonada por Marcelo, além de perder o namorado, perdeu a irmã e como se não bastasse era testemunha do amor de Luana e Marcelo. As duas dividiam o mesmo quarto, Ju era obrigada a escutar as juras de amor ao telefone e tudo mais.
Aguentava tudo calada, com medo de magoar a mãe não contou nada.
Essa história me machucou. É triste perder um namorado, quando se está apixonada, e eu imagino a dor dessa menina, vendo-o com sua irmã, sem a possibilidade de afastar tudo aquilo dela.
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