quinta-feira, 26 de abril de 2012

Clara e Escura

Era uma vez duas meninas, a Clara e a Escura, conheceram-se no ensino médio, e quando estavam fazendo faculdade resolveram dividir um ap.
As meninas não eram o que se pode chamar de 'amigas', mas eram colegas, se gostavam, ambas de cidade pequena, tinham em comum a ingenuidade e bondade. Sabe-se lá por qual motivo, Escura amadureceu antes de clara, e aprendeu as malandragens da cidade grande, tornou-se mais viva e maliciosa, enquanto Clara vivia em um mundo muito encantado, acreditando na bondade de todos.
Clarinha, tinha o dom do lar, cozinhava e tinha muito zelo pela limpeza da casa, Escura não gostava dessas coisas; ela tinha o que Clara não tinha, era maliciosa, aprendeu a tirar proveito dos outros, tinha um corpo melhor desenvolvido, era sexy e sabia disso. Sempre que levava um namorado para casa, o moço interessava-se mais por Clara, depois óbvio, de uma intensa noite de amor com Escura.
Escura sabia que Clara jamais ficaria com um namorado seu, então nem se preocupava, até o dia em que se apaixou e o rapaz demosntrava muito carinho por sua colega de ap.
Clara queria ser como Escura, a admirava em segredo, vestia suas roupas quando ela não estava, maqiava-se como tal e no mundo encantado fingia ser Escura.
Clara estava terminando seu curso de gastronomia e um grande dia aproxima-se, um dos alunos ganharia um emprego como chef num grnde restaurante de Curitiba, o aluno que apresentasse o prato mais saboroso e surpreendente, ela era uma excelente aluna e tinha muitas chances de vencer.
Escura queria ser como Clara, dedicada, boa, inteleginte e principalmente, queria saber cozinhar. Uma admirava a outra em segredo.
No grande dia em que Clara ganharia a competição, Escura quis vingar-se, obcecada por sua inveja, trancou Clara em casa e cortou o fio do telefone, deixando um bilhete "Clarinha, estava atrasada e não tive tempo de procurar minha chave, emprestei a sua que estava na porta, procure a minha, esta em algum lugar do meu quarto. Beijos querida. Com amor Escura.". A chave não estava em lugar nenhum, e Clara sabia disso, tentou fazer uma ligação e viu o fio cortado, tentou fazer um chamada do seu celular, mas era cliente TIM e nunca tinha sinal, elas moravam no 15° andar de um condominio, era o ultimo andar e por mais gritasse ninguém a escutaria. Respirou, chorou e manteve a calma. Quando Escura chegou, agiu normalmente. Só que agora, Clarinha havia aprendido toda a malandragem que ignorava esse tempo todo e como Escura tornou-se maliciosa.
Clara quis vingar-se, comprou cinco quilos de pó-de-mico, despejou cuidadosamente, em todas as roupas de Escura, na cama, nos sapatos, nas escovas, dentro do sabonete e nas toalhas, trancou seu quarto e tirou de casa tudo que Escura pudesse usar para se secar. Ela só não sabia que talvez tivesse exagerado.
Trancou Escura em casa, com a mesma desculpa que usou para prejudicar Clara. O telefone ainda estava com o fio cortado e Escura também era clienteTIM. Escura, foi deitar-se e começou a coçar, coçar, coçar, tomou um banho para tentar resolver e só piorou, nada que fizesse melhorava, a pele começou a ceder, estava toda arranhada, os dedos doiam de tanto que se coçava, as unhas cmeçaram a desprender-se; Escura tenou o telefone e lembrou-se do que havia feito, assim como Clara tentou o celular que sempre e sempre estava fora de área... Desesperou-se. Quando já não aguentava mais, jogou-se da janela para dar fim ao tormento.
Clara foi feliz.

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