quinta-feira, 15 de novembro de 2012

online/offline

Um bando de pessoas online, conversas superficiais e previsiveis: "oi, tudo bem?" e "Tudo." a conversa morre por aí, os mais carentes ainda farão comentários sobre o tempo, mas o dialogo não sobreviverá.
Pessoas solitárias tentando diminuir o vazio com outras pessoas solitárias e que nem se importam.
Na verdade, todas estão esperando a unica pessoa que nunca fica online, e quando fica não há coragem, não há assunto, de vez em quando alguém se atreve a dizer o primeiro "oi" mas não passa disso, por tras desse oi há tanta coisa escondida "eu estou morrendo de saudade" "te amo" "você é importante para mim" "me chama para sair" e por aí vai.
Por mais que nunca haja dialogo, aquela bolinha verde faz o dia valer a pena, é como uma doença, uma droga, um vicio, é só saber que em algum lugar, aquela pessoa está lá olhando para a janelinha do mundo, não importa que ela não pense em você ou que sua foto no perfil dela faça alguma diferença, porque não faz, mas é a única hora do dia que você sabe o que ela está fazendo, e apartir disso pode deduzir vagamente como foi o seu dia, como está seu humor e se está sorrindo, é só estar atento ao que ela posta ou curte, e isso basta, basta para que o dia valha a pena, basta para saciar a falta que ela faz, porque isso é tudo o que você pode ter então aproveita cada segundo daquela bolinha verde, até mesmo quando uma foto a dois é compartilhada, dói, mas a vida segue, o resto os sonhos dão conta, o beijo que nunca vai acontecer, o pedido que você nunca vai ouvir...
É por isso que durmo tanto, é como uma loteria, de vez em quando você passeia pelos meus sonhos, tornando "reais" meus desejos, matando minha saudade de você, ás vezes eu ganho, ás vezes dá certo.

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