quinta-feira, 17 de março de 2011

Dark side


Eu sei o que é viver de amor, viver alimentando um amor, viver de esperança. Eu sei o que é dar uma importância que não existe por um toque, um abraço, um olhar e um sorriso. Eu sei o que é viver na sombra, ser um figurante sonhando com o papel principal.
E na doença desse tal amor, que cega, vê-lo com ela até me fazia bem, porque assim eu podia sonhar com a mesma cena, mas comigo no lugar dela.
Eu sei o que é ter o coração disparado, lutar contra a vontade infinita de um beijo, um carinho. Eu sei o quanto faz bem e o quanto faz mal. Sei o que é ter os olhos cheios d’ água.
E por isso eu também sei o que é morrer de amor.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O abraço que eu não dei

Se eu soubesse que a vida em breve nos separaria, talvez naquele dia eu não fosse embora, talvez eu tivesse escutado com mais atenção aquele conselho, talvez eu tivesse percebido a pessoa maravilhosa que é você.
Para que você possa sorrir alguém precisa chorar, e no caso quem chora sou eu. Alguém me disse uma vez que podia convencer as pessoas a amá-la, mas não podia as convencer de não morrer... Se eu soubesse de tudo isso antes eu não deixaria de te agradecer.
Que falta me faz agora o abraço que eu não dei, o sorriso que eu neguei e a atenção que eu não prestei.
Tudo irá ficar bem, meu menino, não é a primeira vez que a vida tenta lhe passar uma rasteira e você ensinou que é possível se reerguer.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sanidade


Não posso dizer que fui/sou exatamente uma pessoa sã. Impulsiva com toda a certeza e talvez bipolar.
Há aproximadamente um ano passei por sérios problemas, de todas as ordens, fui bombardeada por todos os lados. Freqüentei psicólogos até quando o bolso dos meus pais não puderam mais pagar e infelizmente não foi o suficiente, também não sei se um psicólogo seria capaz de me ajudar. Tenho medo de mim e dos meus atos.
Faz quase uma semana que estou aos prantos, sem motivo aparente, e não choro de tristeza, encontrei nas lágrimas algo quase prazeroso. (não, não se trata de TMP)
Ando tendo vontades surreais que posso confidenciá-las apenas a uma pessoa.
A cada pessoa a mais que divulgo esse blog menos posso escrever.
Que faço agora?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Abra a felicidade!

Hey, menina, erga a cabeça, olhe para frente, dê cinco minutos, enxugue as lágrimas e deixe o passado lá, quietinho, no lugar dele.
Ser feliz é uma escolha nossa e um dia a gente aprende que é verdade.
Dance, sorria por nada, sorria quando o vento bagunçar seus cabelos.
Você gostaria de viver a vida de alguém, mas tenha certeza de alguém também gostaria de viver a sua, “a grama do vizinho sempre é mais verde”, viva ao menos por essas pessoas. Escolha ser feliz!


 .

domingo, 6 de março de 2011

A Outra



Nem sempre fui a santa que pintei.
 Fui muitas vezes a outra. Eu não era a favor de traição, e por mais hipocrisia que pareça ainda sou contra.
Nem sempre eu sabia que eles eram comprometidos, depois que ficava sabendo não mudava muita coisa, pois para mim o mal já havia sido feito.
Eu era sempre muito mais nova do que eles e do que suas esposas e namoradas, pensem, o que uma mulher de 26 anos sentiria ao saber que era traída por uma menina de 13anos?!
Essa foi a primeira vez, ele não tinha _ou não usava_ aliança, ficamos durante uma festa e só depois fui saber que ele era 11 anos mais velho do que eu e sua namorada 12 anos mais velha. Não sabíamos da existência uma da outra, até que por causa de uma mensagem que eu havia mandado ela descobriu, me ligou, explicou a situação e eu me surpreendi com a atitude calma que ela havia tomado, me perdoei por não saber que ele tinha namorada. Dois meses depois viramos amantes fiéis; nosso ‘caso’ durou um ano.
Comecei a sentir nisso um ‘poder’, pois as mulheres eram mais velhas do que eu, mas não a ponto de um homem precisar procurar uma mais nova e eu não podia proporcionar-lhes muitas coisas que elas podiam.
Eles nunca me disseram ‘não’, nunca me seguraram, nunca me evitaram _embora alguns tenham resistido no começo_ e afinal eu era ainda criança, garanto-lhes que se eles quisessem poderiam ter evitado.
Uma das vezes não tive culpa, ele era casado, começamos a conversar, o casamento dele era conturbado e sem amor, era só conveniência, coloquei na minha cabeça que eu ajudaria esse casal, tentava fazer com que ele compreendesse o lado da esposa, um dia ele pediu que eu fechasse os olhos, não questionei, então ele me beijou; isso durou mais dois dias.
Eu estudava de manhã, todos os dias, às 6hs da manhã, um homem passeava com um cachorro preto, ambos muito bonitos, quando eu voltava do colégio ás 12hs, eu encontrava outro homem passeando com o mesmo cachorro, ambos lindos. Os dois me chamaram a atenção, pensava que eram gays, então nem dava bola. Os dois sempre eram muito simpáticos. Em um dia qualquer, o homem que ficava com o turno da tarde, puxou o cachorro para o meu lado, conversando com ele “Ah, você quer vir para esse lado seu sem vergonha”, na verdade o cachorro puxava para o outro lado, ele me cumprimentou, enrolou a coleia na mão direita para tentar disfarçar a grossa aliança, a partir desse dia ele virou minha ‘meta’, ele sempre dizia que a namorada era ciumenta, mas fazia questão de me esperar chegar, fazia questão do meu sorriso e de abraços longos. Ele namorava há 6 anos. Precisei de oito meses para conseguir o que eu queria. O homem do turno da manhã era seu irmão, Peter tinha 24 anos, seu irmão 27, dois meses depois fiquei com seu irmão (ele era solteiro).
Michel namorava há três anos, ele era ‘traidor’ profissional, nesse caso não seduzi, fui a seduzida rs. Eu nem sentia mais culpa, era divertido.
Eu adorava quando elas ligavam e eu estava com eles, adorava escutar suas desculpas “Estou trabalhando amor, depois te ligo”, “Estou na faculdade”, “Estou com meu irmão ele brigou com a namorada e estou dando um apoio”, “Estou indo jogar futebol”, e por aí vai...
O que eu queria ressaltar é que eu nunca usei de artifícios apelativos para que eles ficassem comigo, se eles me dissessem “não”, eu pararia, mas eles nunca nem tentaram.
(Há outras vezes também, mas se eu continuar acabo escrevendo um livro.)
ps: nomes fictícios.

sábado, 5 de março de 2011

('6)

Naquela noite o meu maior prazer foi proporcionar prazer. E algo que eu nunca havia sentido nasceu em mim. Espero que dure. *-*

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ela ♥

A conheci em uma festa, a menina mais linda que eu já vi. Até engasguei, não acreditava que era possivel tanta beleza em uma pessoa só.
Foi de imediato, nos gostamos, parecia que eramos melhores amigas de infancia, não nos desgrudamos um segundo que seja, eu ainda não tinha percebido que meus sentimentos passavam de admiração e amizade, era algo mais, eu a queria para mim.
O jantar passou, então começaram as musicas, como uma festa nunca começa no auge esperamos as musicas que queriamos dançar, então tive certeza... Estava fazendo um esforço sobre humano para permanecer longe da boca dela, ela deu uma sutil indireta de que também queria; o lugar não era nada apropriado, bebemos, conversamos, nos encantamos.
Acabadas de tanto dançar, mas não paravamos, e em uma coreografia manjada de ir até o chão foi mágico, nossas bocas se aproximaram, a musica sumiu, as pessoas sumiram, as luzes se apagaram, os olhos se fecharam, as bocas se encostaram e foi perfeito. *-*